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5 tendências negativas que afetam as comunicações financeiras

Mesmo em plena era da transformação digital, com novidades e disrupções, sempre há quem fique à margem desses contextos. É possível encontrar, por exemplo, pessoas que não utilizam nenhuma forma de serviços bancários. Então, as comunicações financeiras são ferramentas valiosas para atrair esse público.

O problema é que elas são mais raras do que parecem, ainda que o marketing no setor tenha ganhado o reforço de novas tecnologias. E mesmo que o setor foque na experiência do usuário, a forma como usamos as palavras são fundamentais nessas ações. Logo, se não houver uma atenção mínima para essa questão, a empresa pode ter problemas para se fazer compreendida, inclusive prejudicando sua imagem no mercado.

As comunicações financeiras podem ser afetadas de várias formas, ainda mais quando contam com estratégias omnichannel. Neste artigo, vamos abordar algumas tendências negativas que têm infiltrado no setor. Veja a seguir!

1. Falta de consistência

A falta de consistência é um dos principais deslizes nas comunicações financeiras. A repetição da informação tem papel muito importante para o famoso boca a boca e a fixação da marca, mas tem sido um fator deixado de lado na era da transformação digital. Essas estratégias se tornaram tão corriqueiras que perderam a visibilidade, mas ainda estão presentes.

Se olharmos para as métricas de engajamento nas redes sociais, o boca a boca tem um peso maior do que a conversação de mídias digitais no marketing. Os usuários compartilham e reproduzem informações com muita facilidade e a mensagem se propaga de forma colossal.

Então, a consistência deve receber uma atenção especial também no setor financeiro e suas soluções. Afinal, é muito comum ver os diversos departamentos enviarem peças de comunicação, mas com diferentes estilos e uso de palavras de discurso.

Se esse cenário não parece tão ruim, perceba que um produto com diferentes descrições gera dificuldade para torná-lo memorável entre o público e pode deixar as pessoas confusas. Elas podem pensar: “será que era esse produto que eu vi anteriormente?”. Ou, pior ainda, podem nem se lembrar do produto.

A repetição e consistência das palavras, então, são sim muito importantes. Elas estabelecem a associação e colocam a marca na memória do consumidor. Mesmo que a mensagem seja a mesma, usar palavras diferentes acaba diluindo a mensagem e dispersando o público.

2. Uso excessivo de jargões e hipérboles

Uma linguagem muito simples pode muitas vezes estampar uma imagem de produto de baixa qualidade. Os líderes vêem nessa estratégia uma falta de conhecimento na comunicação que prejudica o engajamento do público. Esse contexto é ainda mais forte em produtos muito técnicos ou de base B2B, que trazem um conteúdo mais complexo.

Porém, rebuscar demais a mensagem também pode ser um problema para a experiência do cliente. Exageros nunca são interessantes e um vocabulário muito denso, cheio de jargões do setor e hipérboles, é tão problemático quanto.

Duas vias negativas se destacam. Primeiramente, muitos concorrentes seguem essa linha, o que dificulta a diferenciação de mercado. Além disso, a escrita complexa gera dificuldade de se conectar com o público, porque não exprime naturalidade e se torna desanimadora. Isso prejudica a percepção da marca ou produto no mercado, diminuindo os resultados e prejudicando as vendas.

3. Simplificação desnecessária

As comunicações financeiras precisam ter balanço. Por isso, simplificar demais as mensagens também leva a perder o encantamento do cliente. Produtos ou serviços de alta qualidade, com as melhores características, principalmente, destoam muito de um palavreado coloquial, quebrando a confiança.

Especialmente quando o setor financeiro lida com um público de maior poder aquisitivo, isso pode ser um tiro no pé. É verdade que as empresas de serviços financeiros tendem a seguir pelo caminho rebuscado, mas há empresas que seguem a contramão. Essas simplificam tanto a mensagem que elas passam um aspecto condescendente.

O que leva a aplicar esse conceito na linguagem muitas vezes é a necessidade de se conectar com as grandes massas, que não têm conhecimento técnico ou financeiro, mas são públicos importantes para produtos como os seguros. Outro motivo é justamente o desejo de se destacar da concorrência.

Porém, não adianta seguir esse raciocínio e tomar o público-alvo como sem inteligência — o resultado é a recepção da mensagem como um insulto ou a falta de conexão com o conteúdo. E se diferenciar dos concorrentes de forma negativa também não é o caminho mais interessante para os negócios.

Encontrar o balanço é a forma mais adequada de se comunicar com o público, mesmo porque permite alcançar mais pessoas. É possível levar a mensagem para mercados B2B, público das massas e setores técnicos sem favorecer a linguagem de um deles em específico. Para isso, contar com um especialista de comunicação se torna vital no processo.

4. Falta de personalização

Outro ponto importante para a comunicação se conectar com o público é a personalização da mensagem. Em um setor em que a concorrência tende a utilizar linguagens similares, esse ponto também pode ser esquecido nas comunicações financeiras.

O cliente já busca por serviços personalizados naturalmente. Então, se as empresas financeiras já aplicam essa característica no seu portfólio de produtos e serviços, por que deixá-la de fora no conteúdo?

Nesse sentido, o marketing digital se torna um aliado, já que permite desenhar personas, ou seja, perfis que representam o cliente ideal para o negócio. Ao ter a imagem clara de quem você quer atingir com a mensagem, torna-se muito mais fácil personalizar o conteúdo de acordo com as preferências desse público.

Tecnologias como o big data também são aliadas nessa construção, fornecendo informações valiosas. O resultado são vendas muito mais assertivas, já que as comunicações financeiras se tornam mais efetivas e bem-sucedidas. 

5. Plataformas desalinhadas

Assim como falta de consistência nas mensagens, o setor financeiro também pode deixar de lado o padrão para a comunicação em suas diferentes plataformas. Diante de tantas tecnologias, ferramentas e estratégias que a transformação digital proporciona ao mercado, é comum em algumas empresas que cada equipe siga a sua forma de trabalho.

Isso não é via de regra, até porque há padrões a serem seguidos em um ecossistema, mas muitos gestores tendem a se preocupar mais com a organização das tarefas do que com a forma específica que cada plataforma funciona.

As comunicações financeiras precisam, de fato, dar atenção para as necessidades de cada ferramenta, mas seguindo um padrão de qualidade apropriado. Isso interfere também na forma como a mensagem chega ao outro lado.

Os chatbots e a inteligência artificial são programados com um conteúdo padronizado, mas o que acontece quando o cliente precisa ser transferido para a central de atendimento e o interlocutor usa uma linguagem mais coloquial? O alinhamento da comunicação é necessário para não causar estranheza no público e proporcionar qualidade no relacionamento.

Os itens destacados neste artigo são alguns dos problemas mais comuns nas comunicações financeiras. Palavras são poderosas e o meio como são transmitidas também fazem a diferença, ainda mais na transformação digital.

Para estabelecer uma relação equilibrada com o público, é necessário dar atenção para esses pontos e zelar pela imagem da empresa. Afinal, as mensagens sempre serão fundamentais para construir uma marca, independente do setor em questão! Se você gostou das nossas dicas de comunicações financeiras, continue aqui no blog e confira outros conteúdos igualmente interessantes para as suas atividades!