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A importância da interoperabilidade nos serviços financeiros

A mobilidade revolucionou os serviços financeiros. Hoje é possível, na palma da mão e em tempo real, acessar a conta, consultar saldo, fazer pagamentos e até mesmo investimentos.

Segundo levantamento da Febraban, o mobile banking ultrapassou em 2018, pela primeira vez, o internet banking. O meio agora é o preferido dos brasileiros quando o assunto são as movimentações financeiras como pagamentos de contas e transferências.

Sem dúvida ajuda a tornar a vida das pessoas não apenas mais cômoda, mas também mais segura, já que menos dinheiro ‘vivo’ fica na carteira. Incentiva o consumo, já que os pagamentos ficaram mais fáceis e muitos gastam sem perceber.

Mas, quando a questão são pagamentos móveis ainda há um longo caminho. Aí que entra a questão da interoperabilidade. No sistema financeiro o tema ainda tem muito o que avançar. 

Leia, neste post, mais sobre o assunto.

O que é interoperabilidade? 

Interoperabilidade é a capacidade de um computador ou qualquer tecnologia de trocar e fazer uso de informações entre diferentes plataformas. Um exemplo de interoperabilidade são as conexões de telefones celulares: um cliente pode mudar de provedor de serviços sem alterar os números.

Diferentes empresas, que de outra forma competem entre si por uma parcela maior no mercado em que atuam, acabarão compartilhando recursos. Haverá um encargo cobrado em transações interoperáveis, como um custo de uso da rede da outra empresa. 

Atualmente, encargos semelhantes são pagos pelo uso do cartão de um banco no caixa eletrônico de outro banco, além de um determinado número de transações gratuitas em um mês.

A interoperabilidade nos serviços financeiros

O sistema financeiro já começou a experimentar muitos tipos diferentes de interoperabilidade. A interoperabilidade conta a conta, por exemplo, permite que um usuário de uma rede efetue um pagamento para um usuário em uma rede diferente. No entanto, os projetos ainda estão em uma fase inicial que permite apenas funcionalidades muito básicas. 

Outro tipo é a interoperabilidade de conta para fornecedor. Isso significaria que um cliente poderia usar sua carteira digital para pagar bens e serviços em um fornecedor ou loja, mesmo quando o sistema do fornecedor for ativado por uma rede diferente. 

Esse nível é mais difícil, pois ainda não há padronização sobre como os pagamentos móveis são coletados nos pontos de venda, ainda mais com a utilização de uma variedade de soluções como códigos QR, PINs ou códigos de verificação. Atingir esse nível de interoperabilidade exigirá cooperação no mercado para estabelecer padrões sobre como os pagamentos são feitos.

Níveis mais ambiciosos incluem também o sistema bancário formal. A principal diferença entre caixas eletrônicos e soluções financeiras digitais é que os caixas eletrônicos foram desenvolvidos, quase desde o início, pelo setor bancário como uma maneira de expandir suas ofertas. 

Já as soluções financeiras digitais, por outro lado, surgiram paralelamente ao sistema bancário formal e são frequentemente usadas como uma alternativa a uma conta bancária, e não como uma ferramenta para acessá-la. O próximo passo da interoperabilidade seria, portanto, que quem opera apenas digitalmente se conecte a bancos formais, abrindo uma gama mais ampla de serviços financeiros.

As oportunidades da interoperabilidade

A interoperabilidade tem o potencial de transformar o setor de serviços financeiros, pois conecta cada vez mais empresas, clientes e serviços. Para competir e liderar neste mundo, novos modelos de negócios precisarão se basear em torno desse paradigma, com as empresas realinhando suas prioridades e desenvolvendo novos pontos fortes.

Com base no aumento do interesse pela interoperabilidade, o sistema financeiro têm duas oportunidades para abraçar o paradigma que a nova tecnologia apresenta. 

Em primeiro lugar, é possível aproveitar melhor essa tecnologia em suas próprias plataformas para expandir a gama de serviços. Tudo isso para aprimorar a experiência do cliente, aumentar a eficiência e reduzir custos. 

Por exemplo, possuir uma arquitetura de API e microsserviços que permite integrar rapidamente terceiros. 

Em segundo lugar, há a possibilidade de fornecer seus serviços em plataformas de terceiros, utilizando efetivamente a tecnologia como um novo canal de distribuição. O que vai permitir inovar no modelo de negócio, oferecendo novos produtos e serviços.

No futuro, é importante que todos nos serviços financeiros - tradicional ou digital - comecem a considerar os modelos de parceria e cooperação. 

A interoperabilidade não é apenas focada no interesse dos clientes, que receberão um serviço melhor que lhes dará mais liberdade para realizar transações. Sua ativação criará mais confiança para os usuários finais, que se sentirão mais tranquilizados ao saberem que poderão acessar seu dinheiro quando precisarem. 

Também haverá maior padronização, regulamentação e segurança em relação aos pagamentos em dinheiro digital, garantindo transações mais seguras para os consumidores e menor risco e responsabilidade para os fornecedores.

A interoperabilidade traz enormes benefícios para os serviços financeiros. Ela cria um efeito de rede que ajuda no crescimento da base de usuários que, por sua vez, ajudam a impulsionar a economia. 

Quando o dinheiro digital se torna fácil de ser ‘trabalhado’, os usuários migram automaticamente para essa rede. E se todos os bancos e todas as redes estiverem interconectadas, as transações conta a conta, por exemplo, sem dúvida se tornarão acessíveis e sem esforço. O resultado? Eficiência de custos, além de permitir um melhor gerenciamento de riscos.


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