FinanceFintechs

Como explicar a ascensão das fintechs? Confira 8 razões!

O avanço da transformação digital tem alavancado vários modelos disruptivos em todo o mundo. Um dos setores que apresenta um crescimento notável nesse sentido é o de tecnologia financeira, ou seja, as fintechs. Seus serviços de gestão financeira, antes vistos como complexos, passaram a ser usados por milhões de pessoas no mundo inteiro.

Como impulsionadores desse fenômeno, destacam-se especialmente o aumento de bancos on-line e de plataformas móveis. Uma pesquisa de 2019 da EY sobre a adoção de fintechs levantou uma amostragem de 96% entre 27 mil participantes com o conhecimento de pelo menos um serviço de transferência ou pagamentos desenvolvido por esses players, sendo que 75% do público entrevistado chegaram a usá-los.

Como consequência, o formato passou a influenciar outras empresas a desenvolverem novos produtos e serviços seguindo seus padrões. No estudo, a EY identificou 8 razões que justificam a maior conscientização do consumidor e das PMEs sobre o envolvimento com fintechs. A seguir, abordaremos cada um desses itens!

1. Fintechs se tornaram globalmente populares 

Nos 27 países pesquisados, a média global de adoção dos serviços de fintechs ficou em 64%, atingindo um pico de 87% na China e na Índia. Esses índices reforçam o crescimento da popularidade do formato em comparação a pesquisas anteriores: 16% em 2015 e 31% em 2017. Ou seja, um crescimento praticamente de 100% a cada dois anos.

2. Conscientização do consumidor se encontra no auge

Nunca as pessoas tiveram tanto conhecimento sobre os serviços de transferência de dinheiro e pagamentos oferecidos por fintechs como agora. 96% dos entrevistados na pesquisa minimamente já ouviram falar sobre o modelo de alguma forma. Se esse número já é alto, os países que se encaixam nos melhores índices do estudo (China e Índia) tiveram uma taxa de apenas 0,5% sobre esse contato com as empresas.

Porém, outros serviços não demonstram a mesma excelência: 29% de todos os participantes ainda não conheciam os serviços de planejamento financeiro e orçamentário. Embora ainda seja um valor considerável, não deixa de ser uma diferença nítida em relação a pagamentos e transferências.

3. Fintechs se tornaram comuns entre os consumidores

Os serviços das fintechs não são apenas mais conhecidos, mas também são usados com frequência pelos consumidores. Os novos players conquistaram o reconhecimento do público com nada menos que três quartos dos pesquisados adotando os serviços mais comuns. 75% deles afirmaram já ter recorrido a essas empresas para transferências de dinheiro e pagamentos.

Outros segmentos também conseguiram melhorar os resultados, como investimentos, planejamento financeiro, seguros e empréstimos. Mesmo assim, ainda há um espaço interessante para crescimento em vários serviços. Em relação aos investimentos, por exemplo, os índices ainda estão em 27% entre as mulheres e 40% entre os homens.

4. Plataformas consolidadas ganham vantagem

Outro índice interessante na transformação digital dos serviços é que 60% dos consumidores preferem contar com uma plataforma única para ter acesso aos serviços. Eles querem ferramentas como um único aplicativo ou portal on-line para facilitar e acelerar a experiência, embora nem todos os serviços lhes sejam interessantes dessa forma.

Apenas 27% dos usuários se interessa mais no atendimento via canais digitais em vez do tradicional contato cara a cara. Por isso, as fintechs e os bancos encontram oportunidades importantes para realizarem parcerias — ou mesmo se fundirem — focando no desenvolvimento de soluções ao mesmo tempo em que oferecem uma experiência diversificada aos clientes.

5. Custo recebe o foco nas decisões

Pesquisas anteriores mostravam a facilidade de criar contas com segurança, o principal atrativo das fintechs para quem busca seus serviços. Em 2017, o índice desse público estava em 30%, em comparação a apenas 13% das taxas comerciais mais atrativas.

Porém, os números de 2019 mostram uma inversão nas prioridades. O foco em operações simplificadas caiu para 20%, enquanto que o custo de taxas agora tem atenção de 27% dos consumidores. Tais números indicam que as fintechs chegaram a um ponto de maturação em que baixos preços e uma experiência sem atritos são colocados com expectativa nos padrões de serviços.

6. Confiança nos operadores é alta

A confiança é um fator de grande relevância na hora de contratar os serviços. Entre o público participante da pesquisa da EY, um índice de 67% dos entrevistados prefere recorrer a suas instituições financeiras originais ao buscar novos serviços.

O principal fator que os leva a colocar as fintechs em segundo plano é o relacionamento desses consumidores com os bancos e seguradoras. É isso que apontam os 22% dos entrevistados que se mantêm fiéis a essas instituições.

Trata-se de um processo natural em qualquer novo ciclo de inovação e transformação digital. A teoria conhecida como Curva de Inovação de Roger separa a população em cinco grupos nesse contexto:

  • Pioneiros audazes, que são os que buscam ideias mais recentes;
  • Primeiros adotantes, que são os líderes de opinião e influenciadores da população geral;
  • Maioria precoce, que se inclui nas mudanças mais rapidamente que a média populacional;
  • Maioria tardia, que só aceita entrar no fluxo se observarem exemplos bem-sucedidos, depois de uma adoção em grande quantidade;
  • Retardatários, que são os indivíduos que relutam em abandonar as opções tradicionais até ser realmente necessário.

7. Empresas não-financeiras ganham impulso

As fintechs estão cada vez mais variadas e já não são formadas apenas por operadores tradicionais e novos players financeiros. As empresas não-financeiras também conquistam seus espaços no mercado, o que é refletido no índice de 68% de aceitação entre os entrevistados. Essa é a quantidade de pessoas dispostas a considerar propostas da categoria indicada.

Os varejistas se destacam com 45% das aceitações, ao lado de empresas de telecomunicações, com 44%. Esses prestadores têm vantagem por oferecerem experiências mais sólidas ao consumidor. Eles criam relacionamentos a partir de soluções holísticas, permitindo que as contas facilitem as compras.

8. Compartilhamento de dados é mais provável entre público das Fintechs

Os consumidores adeptos dos serviços de fintechs enxergam uma vantagem na portabilidade de dados, principalmente com a chegada da Lei Geral de Proteção de Dados. Isso porque eles têm uma tendência maior a buscar novas ofertas. Na pesquisa, um número de 48% dos entrevistados tem interesse em compartilhar seus dados bancários em troca desse benefício.

Separando em nichos, 46% têm interesse diante de propostas melhores do próprio fornecedor de serviços e 38% também se disponibiliza a compartilhar dados com outros atuantes tradicionais do mercado financeiro. Os desafiantes das fintechs ganham 31% de aprovação, enquanto as empresas não-financeiras estão aptas a receber dados de 23% dos pesquisados. Os resultados, no entanto, variam de acordo com o país analisado.

Diante da transformação digital, os 8 contextos levantados neste artigo mostram por que as fintechs ganharam um elevado potencial de crescimento nos últimos anos ao redor do mundo. A pesquisa da EY, então, revela que as empresas financeiras — e mesmo as não-financeiras — devem buscar as melhores formas de interagir com o público para poder conquistar consumidores.

Quer receber dicas de como se manter relevante e competitivo no mercado? Então fique de olho nos nossos conteúdos! Leia outros artigos publicados aqui no blog e acompanhe novas publicações.