Finance

Cooperativas de crédito: por onde começar a transformação digital?

A transformação digital está revolucionando o setor de serviços financeiros. Para se destacarem em um mercado que respira inovação, as cooperativas de crédito precisam fornecer experiências superiores aos seus clientes.

No Brasil, de acordo com dados da DB1 Global Software, o número de clientes cooperados ultrapassou os 11 milhões, sendo que 76% deles concentram-se nas cooperativas mais digitais. O dado confirma uma preferência clara pelas instituições bancárias que oferecem acesso simples, rápido e fácil aos serviços financeiros. 

Neste contexto, à medida que as necessidades e preferências dos membros evoluem, as cooperativas de crédito também precisam inovar nas suas ofertas. Somente dessa maneira conseguirão atender às expectativas dos clientes e, ao mesmo tempo, manter o potencial competitivo e o posicionamento no mercado.

Contudo, mesmo sabendo desse desafio, muitas cooperativas de crédito não têm acesso a projetos de digitalização nem mesmo referências de sucesso. Para que consigam evoluir, é fundamental que elas saibam como ousar e aproveitar as oportunidades deste momento.

Agora é preciso desenvolver uma estratégia de transformação digital para sobreviver e crescer exponencialmente a longo prazo.

Quer saber por onde esse movimento pode começar? Confira alguns cases de sucesso no artigo e inspire-se a para reinventar esse tipo de negócio.

Continue lendo esse artigo!

Sicoob Credicitrus: transformação digital com automação de processos

Fundada em 1983 e antes voltada apenas para produtores rurais, a Sicoob Credicitrus é uma cooperativa de crédito que, desde 2014, passou  a oferecer serviços financeiros para pessoas físicas e jurídicas também. 

Hoje, com mais de R$ 5,7 bilhões em ativos totais, se destaca como a maior cooperativa de crédito do País.  Desde que ampliou seu mercado, a Sicoob começou a mapear alternativas para oferecer um atendimento mais ágil e uma experiência mais positiva aos clientes. 

Primeiro, a cooperativa fez o mapeamento de processos e adotou a metodologia BPM. Contudo, a iniciativa não gerou os resultados esperados. O objetivo era tornar o negócio mais escalável. 

As mudanças se tornaram mais representativas e consistentes depois da implementação de uma plataforma de automação de processos. 

Com essa estratégia, a cooperativa de crédito conseguiu diminuir o tempo de resposta para o associado de 30 para 12 dias. Além disso, a Sicoob Credicitrus:

  • Eliminou cerca de 4.700 mensagens por e-mail;
  • Reduziu em 30 minutos o tempo diário dedicado à atualização de planilhas;
  • Padronizou o fluxo de processos;
  • Economizou 148 dias úteis de trabalho.

Um conjunto de resultados expressivos alcançados com a ajuda da tecnologia.

Sicoob Coopercredi: automatização gera redução de custos

No mercado desde 1995, a Sicoob Coopercredi é uma cooperativa de crédito mútuo, que visa oferecer aos cooperados economia por meio de empréstimos mais vantajosos.

Em 2016, depois de incorporar outras duas cooperativas, a Sicoob Coopercredi focou esforços no mapeamento dos processos, visando compreender a lógica das operações. Feito isso, os processos foram padronizados, mas ainda assim a  instituição de crédito não obteve os resultados esperados.

Foi então que a instituição começou a usar uma plataforma de automação de processos. O uso da tecnologia impactou na qualidade na inserção de dados, aumentando a confiabilidade no processo. 

Além disso, a Sicoob Coopercredi reduziu de custos: em apenas dois meses o número de impressões de documentos caiu pela metade. 

O projeto de transformação digital da instituição não para. Ela já oferece vários serviços financeiros digitais. É possível, por exemplo, fazer as solicitações de cartão de crédito e de portabilidade de salário on-line

Como implementar a transformação digital nas cooperativas de crédito

Os cases de sucesso de transformação digital nas cooperativas de crédito mostram que a digitalização do negócio pode trazer resultados muito positivos. A verdade é que o uso das tecnologias disruptivas tem potencial para levar a instituição a outro patamar. 

A seguir, confira algumas tendências que podem ser exploradas por uma cooperativa de crédito na era digital. 

#1 Uso de plataformas on-line

Essa característica está entre as tendências mais notáveis das cooperativas de crédito na era digital. Com as consideráveis melhorias da qualidade e na segurança da internet móvel e com o aumento do uso de smartphones e tablets, as instituições que não se fazem presentes na palma da mão do cliente serão deixadas para trás.

Entretanto, é preciso entender que as plataformas on-line devem oferecer funcionalidades e recursos que as tornem interessantes e vantajosas.

#2 Abertura de conta digital

Proporcionar ao cliente a abertura de uma conta, sem que ele precise sair de casa, é oferecer comodidade, conveniência e praticidade. Tudo o que os usuários buscam nos canais digitais. 

Atualmente, algumas cooperativas de crédito já permitem que os interessados se tornem cooperados após preencher um cadastro digital e enviar alguns documentos. Com o processo concluído, os investimentos são liberados.

#3 Automação de processos

Para as cooperativas de crédito que buscam a transformação digital, eliminar procedimentos manuais e investir em automatização é fundamental.

A adoção de um software de gestão financeira, por exemplo, pode trazer muitos benefícios para a instituição. Esse tipo de solução automatiza tarefas, o que torna a rotina mais ágil e aumenta a produtividade do time, impactando nos resultados.

A área de atendimento ao cliente também pode ser digitalizada com o uso de “assistentes virtuais”, também conhecidos como chatbots. Usando inteligência artificial e machine learning, os “robôs de conversação” são treinados para dialogar com os clientes, buscando tirar dúvidas e orientar na resolução de seus problemas. O atendimento se torna mais rápido, ágil e o melhor: disponível 24 horas dia e 7 dias na semana, sempre que o cliente precisar. 

 #4 Blockchain

O blockchain é uma das principais tendências em tecnologia para as cooperativas de crédito na era digital. Isso porque a ferramenta pode trazer uma série de vantagens para a instituição financeira.

Usando o blockchain, é possível obter um nível de segurança muito maior, protegendo os dados dos clientes e da cooperativa. Na prática, isso acontece porque as informações financeiras não ficam armazenadas em um único servidor. 

Como o blockchain tem uma estrutura descentralizada, os dados são divididos em centenas de computadores que fazem parte da rede, formando uma espécie de “encadeamento de blocos”.

Essa estrutura do blockchain muda a maneira como as informações são armazenadas e protegidas, garantindo mais confiabilidade à política de segurança da informação. 

Essas e outras tecnologias podem ser incorporadas pelas cooperativas de crédito. A jornada de transformação digital não garante apenas inovação e modernização, mas, principalmente, um alinhamento com as demandas do cliente, para melhorar a experiência dele. 

Gostou do artigo e quer saber mais sobre digitalização dos serviços financeiros? Continue acompanhando o Trends!