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Crise do coronavírus: quais tecnologias estão em alta e em baixa?

Muitos foram os desafios impostos pela crise do coronavírus não apenas para a sociedade, mas ao planeta como um todo. Empresas com maior maturidade de transformação digital foram menos afetadas, outros setores, como turismo ou alimentação, estão sofrendo graves consequências. 

O fato é que novas tendências em relação à tecnologia estão surgindo e muitas delas serão permanentes. Novas estratégias e ferramentas de TI apareceram, enquanto outras terão seus usos repensados quando este período passar.

Se você quer ficar por dentro de quais categorias e serviços de TI estão em alta desde o início da pandemia da COVID-19 e quais cairão em desuso com o tempo, acompanhe este post! 

Ferramentas e estratégias em alta na crise do coronavírus

Dentre todas as ferramentas e estratégias de TI mais utilizadas neste período de home office e isolamento social, quatro delas têm sido fundamentais:

Ferramentas de videoconferência e similares

Não é novidade que a demanda por ferramentas de reuniões e conferências por vídeo disparou nos últimos meses. O fato é que elas se tornaram essenciais para que o home office e o home school pudessem ser uma realidade durante a crise do coronavírus.

No entanto, o aumento da necessidade de reuniões virtuais atraiu projetos ajustados para nichos menores. A Zoom, por exemplo, possui um mercado com extensões especializadas para outros nichos, como tecnologia para o sistema financeiro, educação, atendimento ao cliente, entre outros. 

Além disso, este tipo de serviço também beneficia provedores de serviços em nuvem. A necessidade de videoconferência está incentivando que mais empresas optem pela nuvem para atender às demandas que crescem e diminuem com os horários das escolas e dos escritórios. 

Software de colaboração

As ferramentas do Office que permitem que profissionais trabalhem simultaneamente em documentos ou apresentações nunca foram tão valiosas. A crise do coronavírus obrigou que equipes funcionassem mesmo a distância, e essa demanda por ferramentas de colaboração é a melhor forma de facilitar o home office

Agora que o trabalho remoto ficou tão evidente, muitas empresas estão reconsiderando suas estratégias a distância, mesmo após o retorno ao escritório. Ou seja, a expectativa é que a demanda por sistemas de colaboração continue em alta também no futuro. 

BYOD

A pandemia pegou a todos de surpresa, e os departamento de TI tiveram pouco tempo para dar suporte aos colaboradores em home office. As empresas que fizeram transições mais suaves foram aquelas que adotaram arquiteturas corporativas leves. 

Empresas mais novas e startups, menores e mais ágeis, valorizam a estratégia BYOD, ou em português “traga seu próprio dispositivo”. Eles constroem seus serviços de dados corporativos para serem abertos à Internet em geral, de modo que qualquer pessoa possa fazer login a partir de qualquer navegador, evitando grandes investimentos em ferramentas e máquinas. 

É claro que isso aumentou alguns dos perigos, mas também forçou os desenvolvedores a enfrentar essas ameaças, em vez de depender de firewalls e acesso físico para impedir cibercriminosos.

Nuvem

Nós já falamos sobre o aumento da procura por computação em nuvem durante a crise do coronavírus, o que atesta a grande disruptividade que esta tecnologia entrega. E, apesar de muitas empresas ainda estarem reticentes em relação aos custos e disponibilidade, a nuvem foi amplamente entregue quando a sociedade mais precisava, ocasionando grande aceleração e adoção nos últimos meses. 

Ferramentas e estratégias em baixa na crise do coronavírus

E quanto às estratégias que caíram em desuso durante este período? Vamos conhecê-las agora. 

Ferramentas de gerenciamento do Office

Com grande parte das equipes e colaboradores das empresas trabalhando de casa, muitos sensores e dispositivos de presença física acabaram sendo deixados de lado.

Todos os sistemas e ferramentas projetados para simplificar o cotidiano dos escritórios, como software de agendamento de salas de conferência ou tablets dispostos em frente às salas de reunião tornaram-se desnecessários. 

Este tipo de produto, criado para detectar e reunir pessoas usando presença física, deixaram de ser prioridade e continuarão assim até que as forças de trabalho retornem ao escritório. 

Software presencial

Nem todos os formatos de software para videoconferência estão em alta. A tendência à simplicidade acaba fazendo com que os profissionais evitem parcerias com empresas especializadas em criar salas de conferência complicadas e inteligentes. 

Este tipo de prestação de serviços ainda é útil e pode ajudar as pessoas a adicionar iluminação sofisticada e microfones de alta qualidade em seus escritórios domésticos, porém tem visto seus negócios estagnarem durante a crise do coronavírus

Hardware corporativo

As máquinas pertencentes às empresas ficarão paradas esperando a pandemia passar, porém os líderes ainda precisam enviar notebooks para que os colaboradores possam produzir em home office

Ou seja, apesar de algumas corporações ainda preferirem manter a propriedade sobre as máquinas dos funcionários apenas por simplicidade, desktops e monitores deixaram de ser uma prioridade e serão repensados quando tudo voltar ao normal. 

Além disso, a crise do coronavírus ainda deixou as equipes de TI com uma importante questão e ser pensada: será que é possível confiar em notebooks pessoais e oferecer suporte para quem divide o computador com o home office das crianças? Será que o departamento de contabilidade pode administrar gastos corporativos por meio de máquinas usadas para diversos fins? 

Nestes casos, redes privadas virtuais, firewalls e maiores gastos com hardware dedicado podem ser mais baratos do que suportar alguns PCs infectados por vírus que não foram atualizados adequadamente. 

On premise

Até hoje algumas corporações ainda preferiam escolher as instalações e ferramentas on premise. Os gastos com este tipo de computação quase sempre são menores, mas quando a maioria dos funcionários estão em home office, torna-se necessário "pingar" entre duas máquinas.

Alguns líderes veem vantagem ao instalar as máquinas em espaços inúteis e não utilizados presentes nos escritórios e, em algumas regiões, as taxas de luz são bem baratas. Mas, obviamente, essas e outras vantagens desaparecem assim que os escritórios passam para ambientes mais planejados e grande parte da força de trabalho seja obrigada a trabalhar de forma remota. 

Estas foram algumas novas tendências de TI, algumas positivas outras nem tanto, que estão começando a surgir neste primeiro momento do novo normal. Para conferir mais assuntos atuais e novidades sobre transformação digital, acesse o Trends da GR1D Finance!