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Futuro dos pagamentos e os princípios que devem se destacar na nova era do setor

Com novos formatos presentes em nossa realidade e com a necessidade de transformação digital, o futuro dos pagamentos será mais prático. Algumas palavras podem ajudar a definir o que veremos no amanhã: velocidade, transparência, personalização e segurança.

Na última década, presenciamos a evolução das entidades no ecossistema de pagamentos, sejam bancos tradicionais, processadores de pagamentos, comerciantes ou fintechs. Então, já temos uma prévia sobre os novos modelos de transferência de dinheiro, que será instantânea, sem atrito e onipresente.

Mas como podemos identificar essas características na prática? Como os provedores, bancos, fintechs e usuários terão suas experiências redefinidas no processo? Quais os elementos devem, de fato, guiar o futuro dos pagamentos? Vamos responder a essas perguntas neste artigo. Confira a seguir!

Tempo real como pré-requisito

Provedores como Mastercard, PayPal e Stripe buscam revolucionar os pagamentos instantâneos e ganhar a dianteira na concorrência. Eles enxergam a necessidade de transformar a experiência dos clientes, tornando-a mais rápida e em tempo real.

Esses players inovadores investem em modelos de entrega modernas e diferenciadas. Porém, se atualmente as entregas em tempo real são vistas como diferenciais, elas serão transações normais e rotineiras no futuro para todos os fornecedores de serviços financeiros. E esse futuro está cada vez mais próximo.

Muitas empresas no auge da transformação digital, principalmente pequenos negócios, não mais aceitam os ciclos tradicionais de processamento. Elas querem serviços imediatistas, com pagamentos completados em tempo real para que suas transações possam seguir de forma igualmente rápida, principalmente com a ascensão dos trabalhos em home office.

Enquanto isso, clientes e comerciantes desejam maior transparência em relação às taxas praticadas pelos fornecedores dos serviços de pagamento. Os valores precisam ser claros, adaptados para todos os modelos: dinheiro, cartões, transferência on-line, pagamentos por aplicativos, eWallet, entre outros

Já processadores e redes vêem a chance de promover acordos imediatos. São negociações com melhor entrega de valor para comerciantes e com aplicação de tecnologia antifraude nos canais.

Diversificação para a onipresença

Por um lado, a inovação em aprimorar as formas de movimentação de dinheiro implica em custos de investimentos aos provedores. Por outro, traz uma vantagem nítida em relação ao volume de transações, que devem proporcionar números dobrados ou até triplicados daqui a três ou cinco anos.

As diversas tecnologias disponíveis no mercado — como dispositivos móveis, IoT, biometria e nuvem — deverão permitir que os clientes tenham mais poder sobre suas transações. Em tempos de destaque para o home office, eles podem fazer seus pagamentos sem sequer precisar sair de casa. Além disso, novidades como o 5G devem catalisar os processos de pagamento pelo celular.

Outro contexto benéfico para a onipresença é que as plataformas poderão ser usadas para outros serviços, como reservar férias, receber insights para tomadas de decisão, movimentar fundos e até conversar com amigos.

Destaque para a personalização

A confiança sempre foi o fator mais importante entre os bancos, mas a busca por melhores experiências tem igualmente marcado as exigências dos consumidores no setor. Os bancos e instituições financeiras precisam estar abertos para entregar produtos com mais velocidade, conveniência e personalização.

Nesse contexto, destacamos o uso de tecnologias como inteligência artificial e machine learning. São formas de permitir um atendimento mais efetivo, com serviços baseados em processos autônomos. O relacionamento se torna mais rápido e instantâneo, resolvendo problemas de forma diferenciada e com serviços mais dinâmicos para a gestão de recursos financeiros.

Novos players e serviços

O setor foi dominado por players específicos durante muito tempo, mas a inovação tem permitido a entrada de novos entrantes no mercado de pagamentos. As oportunidades só tendem a crescer com a transformação digital, expandindo o direito de escolha dos consumidores.

As demandas se diversificam com a possibilidade de criar contas em menos de 5 minutos de forma inteiramente on-line. Contam ainda com plataformas digitais que expandem os serviços para atender novas expectativas dos consumidores.

O futuro tende a seguir esse caminho, abrindo espaço para outros fornecedores de serviços inovarem no cenário de pagamentos. Um exemplo é o Mercado Pago, serviço exclusivo do Mercado Livre que eleva o relacionamento entre comerciantes e clientes.

Muitos bancos devem buscar parcerias com as novas empresas para se manter relevantes no mercado e proporcionar boas experiências aos usuários. É uma maneira de evoluir os serviços para atender novos segmentos que buscam a digitalização como foco.

Forte digitalização das operações bancárias

Os serviços digitais serão cada vez mais importantes para as operações bancárias, o que já é percebido em diversas pesquisas de mercado. Há uma forte tendência em realizar pagamentos com cartões e o dinheiro já não é mais tão usado como antes.

Os pagamentos digitais encontram reforço em novos métodos emergentes, tendo aceleração por conta do atual isolamento causada pelo coronavírus. Além disso, novos formatos têm surgido, como as criptomoedas, que tiveram um boom ainda na última década. Embora tenham riscos financeiros e questões de segurança avaliados pelo mercado, abrem caminho para que outros modelos possam surgir.

A extensão da infraestrutura para mitigar os riscos e expandir a experiência deve ser planejada em conjunto entre os reguladores, governo e comerciantes. Na Austrália, por exemplo, os mercados se movem para tornar o modelo de eWallets o principal método de pagamento.

De forma geral, a digitalização das operações bancárias é um caminho sem volta, que proporcionam transações mais rápidas e eficientes, considerando a segurança dos usuários.

Segurança na era sem dinheiro

Por falar em segurança, esse é um fator de forte destaque no que deve se tornar a economia digital. A diminuição dos pagamentos em dinheiro exige que os bancos e instituições financeiras busquem estratégias para diminuir os riscos do setor.

Situações como fake news podem desencadear corridas bancárias em momentos específicos, como a atual crise na saúde pública. A quarentena fez com que diversas empresas tivessem que reformular suas estratégias e recorressem aos bancos em busca de dinheiro.

Tecnologias que permitam análises mais rápidas e baratas são o caminho para que a análise de dados possa ser feita de forma prática, rápida e segura. Elas conseguem utilizar dados estruturados e não estruturados para antecipar os riscos de corrida bancária e evitar crises financeiras.

De qualquer forma, a tendência realmente é uma sociedade sem dinheiro físico, com moedas e transações digitais. Os novos formatos garantem mais oportunidades para os serviços financeiros, com benefícios aos consumidores.

Os cenários explorados neste artigo abrem caminho para uma nova Era dos pagamentos, ganhando o reforço da transformação digital que já começou. Vivemos uma fase de reformulações e adaptações, aceleradas por tendências como o home office e a comodidade. Por isso, as palavras destacadas — transparência, personalização, velocidade e segurança — já são e continuaram a marcar as tendências nos sistemas de pagamento.

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