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Mercado bancário: tendências de tecnologias para 2020

Com o avanço da tecnologia, os diferentes setores, incluindo o mercado bancário, têm o desafio de investir alto em inovação, adaptando seus modelos de negócios para um novo tempo. Acompanhar a transformação digital tem sido um dos principais objetivos das seguradoras e corretoras também. Sem esse esforço, elas correm o risco de  manter um ecossistema de serviços financeiros obsoleto e pouco eficiente. 

Diante deste cenário, muito além de acompanhar as tendências de mercado para 2020 é preciso conhecer também as tecnologias disponíveis para uso neste novo ano. Afinal, somente com este tipo de investimento é possível digitalizar o negócio, oferecer o melhor serviço ao cliente e se destacar no mercado bancário

Quer conhecer as tendências em tecnologia e saber como explorar cada uma delas em sua estratégia? Continue lendo esse texto!

#1 Avanços em robótica e IA iniciarão uma onda de 'reescoramento' e localização

Quando os caixas eletrônicos começaram a fazer parte da estrutura dos bancos, muitos clientes não aceitavam a ideia de usá-los. Porém, com o tempo, eles entenderam que a modalidade de autoatendimento poderiam oferecer uma melhor

experiência de serviço. O fato é que o mesmo movimento tem acontecido com a adoção da inteligência artificial pelo mercado bancário.

Mesmo com clientes resistentes, as instituições já oferecem serviços financeiros baseados em robótica e AI. Isso porque o uso deste tipo de tecnologia permite a elas gerenciar os principais pontos de pressão, reduzir custos e mitigar riscos. 

Tudo isso a partir de uma combinação específica de recursos como inteligência social e emocional, processamento de linguagem natural, raciocínio lógico, identificação de padrões e autossupervisão, aprendizagem, sensores físicos, mobilidade e navegação.

Veja alguns dos recursos que moldam as máquinas baseadas em IA:

  • Cognição: é a capacidade de o robô de perceber, entender, planejar e navegar no mundo real. Desse modo, ele tem condições de trabalhar com autonomia em diversos ambientes dinâmicos e complexos;
  • Manipulação: controle preciso e destreza para manipular objetos em um ambiente. Com melhorias na manipulação, os robôs podem assumir mais tarefas; 
  • Interação: é a capacidade de o robô de aprender e colaborar com os seres humanos.

À medida que os recursos são aperfeiçoados, o custo das máquinas se torna mais contribuindo para estimular o reescoramento. Afinal, dessa maneira, mais tarefas podem ser realizadas com o uso da IA e da robótica de forma competitiva. 

#2 A nuvem pública se tornará o modelo de infraestrutura dominante

Atualmente, muitas instituições financeiras usam software como serviço (SaaS) baseado em nuvem para gestão de processos e atividades das áreas de relacionamento com o cliente (CRM), recursos humanos e contabilidade financeira. 

Ao que tudo indica, esse é só o começo. Isso porque à medida que os gestores de empresas sentem mais confiança neste tipo de tecnologia, a tendência é que a nuvem pública se torne a principal plataforma de processamento dos serviços financeiros

Com o uso do armazenamento de dados na nuvem é possível minimizar os custos e otimizar os processos. A cloud computing facilita o gerenciamento do Big Data, permite análises sofisticadas e, acima de tudo, viabiliza a digitalização dos serviços financeiros

O International Data Corporation (IDC) estima que o investimento em nuvem pública aumentou 32% em 2015 para US $ 21,7 bilhões, enquanto o investimento em nuvem privada cresceu 17%, atingindo US $ 11,7 bilhões. Os dados indicam que a nuvem pública, de fato, se destaca como a melhor alternativa.

#3 A cibersegurança será um dos principais riscos enfrentados pelas instituições financeiras

Os executivos de serviços financeiros precisam desenvolver uma estratégia consistente para proteger as instituições financeiras dos possíveis impactos das ameaças cibernéticas. 

De acordo com o 19º CEO Global Anual da PwC, 69% dos CEOs de empresas do mercado bancário relataram que eles são um pouco ou extremamente preocupados sobre ameaças cibernéticas, em comparação com 61% dos CEOs em todos os setores.

A preocupação tem razão de ser. Isso porque a tendência é que os riscos aumentem nos próximos anos por conta de uma série de fatores, como:

  • Uso de fornecedores terceirizados;
  •  Rápida evolução, sofisticado e tecnologias complexas;
  • Trocas de dados transfronteiriços;
  • Maior uso de tecnologias móveis por clientes, incluindo o rápido crescimento da Internet das Coisas.

A cibersegurança já é prioridade das instituições bancárias e isso se torna cada dia mais significativo. O desafio do mercado bancário é equilibrar segurança com a conveniência do cliente. 

#4 Pesquisa por voz em aplicativos bancários

A pesquisa baseada em voz para empresas do mercado bancário pode ajudar os clientes a acessarem com facilidade serviços bancários, fornecendo uma nova maneira de criptografia e permitindo a comunicação com assistentes de voz equipados com PNL.

Segundo o relatório da PwC a estimativa é que a implementação da pesquisa por voz no setor bancário poderia ajudar a economizar até US $ 3 bilhões. A tendência é que a pesquisa baseada em voz  assuma, aos poucos, o lugar da pesquisa tradicional baseada em texto. 

Além disso, o uso da tecnologia de impressão em voz também deve facilitar a verificação de identidade e a proteção dos dados bancários dos usuários. O Citibank já usa a tecnologia de impressão por voz desde 2016, obtendo excelente resposta.

Vale destacar que esse recurso é totalmente diferente do recurso de reconhecimento de fala usado por dispositivos como Google Assistant, Amazon Alexa e Apple Siri

Na prática, o reconhecimento de voz identifica "quem" está falando e o reconhecimento de fala aponta apenas "o que" está sendo falado, independentemente de quem o esteja dizendo. 

#5 Centro de Excelência artificialmente inteligente (CoE)

Ao entrar nesta próxima década, os bancos enfrentam uma miríade de desafios complexos. Consumidores com poder digital são orientados por escolhas e conhecedores de tecnologia. Sua lealdade não pode mais ser tomada como garantida. 

Ao mesmo tempo, os pedidos por maior regulamentação e transparência estão aumentando, colocando um fardo maior para o setor de serviços financeiros como um todo. E operadores financeiros não tradicionais estão surgindo, criando mais concorrência e tornando os dois desafios anteriores ainda mais agudos. 

Portanto, o desafio das empresas do mercado bancário é criar estruturas operacionais baseadas em recursos e soluções tecnológicas inovadoras, garantindo inteligência comercial em tempo real para as instituições financeiras. Dessa maneira, os bancos podem acompanhar transformação digital. 

Muito além da demanda por investimento em tecnologia, os bancos e seguradoras também precisam se manter atentos às demandas de conformidade regulatória, responsáveis por fornecer as diretrizes de estrutura e as regras de operações.

Com tantas demandas diferentes, para as instituições financeiras o momento requer a criação de um Centro de Excelência (CoE) de Inteligência Artificial (AI). Isso porque ele fortalece a estratégia de uma organização de serviços financeiros, fornecendo maior agilidade por uma fração do custo. 

O CoE permite que a instituição mantenha sua operação com o mínimo de interrupção, facilitando o gerenciamento dos processos, bem como o mapeamento de oportunidades. Além disso, a tomada de decisões ser torna muito mais assertiva e rápida, uma vez que passa a ser orientada pela inteligência de mercado em tempo real.

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