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Serviços financeiros: a transformação dos pagamentos

Com a digitalização dos negócios no mercado bancário, as instituições tradicionais e fintechs vêm investindo em novas tecnologias para otimizar seus processos. Usando a possibilidade de integração de sistemas e adotando uma postura colaborativa, elas prometem revolucionar também os pagamentos. 

Isso porque, além da agilidade dos novos recursos tecnológicos, é preciso levar em conta também as crescentes expectativas dos clientes: eles estão cada vez mais exigentes. De outro modo, os requisitos regulatórios dos serviços financeiros tendem a ser alterados também. Tudo isso só reforça necessidade de sistemas de pagamento modernos, baseados em soluções digitais de ponta. 

Mas, afinal, como as transações serão processadas daqui a algum tempo? De que maneira as instituições financeiras - tradicionais e disruptivas - pretendem conduzir essa transformação dos pagamentos?

Descubra na leitura do artigo! 

Sistemas de pagamento em tempo real

Quantas vezes você já recebeu a informação de que “precisa aguardar o tempo de processamento do pagamento”? Parece até inadmissível que em um cenário de tantas tecnologias as instituições definam um prazo de até cinco dias úteis para reconhecer o pagamento de boletos, por exemplo.

A boa notícia é que essa morosidade deve ficar no passado. Isso porque uma das áreas de desenvolvimento é o avanço da liquidação em tempo real. Nos últimos anos, instituições de diversos países vêm direcionando esforços para construir um sistema de pagamentos em tempo real. 

Na Austrália, a Nova Plataforma de Pagamentos (NPP) oferece a possibilidade de quitar títulos com valores baixos instantaneamente. Em 2019, alguns bancos australianos já adotaram o sistema.

Nos Estados Unidos, em agosto de 2019, o Federal Reserve Board anunciou que pretende desenvolver seu próprio serviço de pagamentos em tempo real, 24 horas por dia, com previsão de lançamento até 2024.

O fato é que os pagamentos em tempo real trazem uma série de vantagens como velocidade, troca extensiva de dados, mensagens em tempo real e alta disponibilidade em 24/7/365. 

Os benefícios do pagamento instantâneo podem contribuir para melhorar o fluxo de caixa, a eficiência operacional, o relacionamento com o cliente, a transparência e a precisão dos dados. Todos saem ganhando.

Além disso, ao economizar tempo e custos no rastreamento e reconciliação de pagamentos, as cadeias de valor e suprimento também ganham mais velocidade. Desse modo, as transações comerciais, incluindo a expedição de mercadorias, se tornam mais eficientes.

Colaboração entre bancos e fintechs

Alguns avanços e inovações nos modelos de pagamentos têm sido possíveis graças à colaboração entre bancos e fintechs. Juntos, eles vêm construindo um ambiente propício para a disrupção. 

Neste sentido, o projeto Global Payments Innovation (GPI) é um excelente exemplo de cocriação no setor. A proposta tem potencial para transformar transações internacionais. 

O GPI tem como objetivo otimizar e aumentar a transparência dos pagamentos internacionais e já conta com o apoio de mais de 110 bancos, com a capacidade de canalizar pagamentos para mais de 224 países, quase 75% do tráfego internacional.

A estrutura regulamentar, a tecnologia e os padrões da SWIFT, fornecedora da solução, são reconhecidos por mais de 11 mil bancos e têm tido um papel fundamental na ampla aceitação do programa. É com iniciativas como esta que o mercado bancário terá condições de avançar e transformar o mainstream de pagamentos com mais rapidez. 

O blockchain como impulsionador da transformação de pagamentos

O blockchain é uma das tecnologias que têm sido usadas para permitir que um pagamento seja processado em minutos. O potencial da ferramenta não só otimiza as transações de pagamentos, inclusive internacionais, como também pode diminuir o número de etapas de uma operação. Ou seja, o blockchain pode assegurar mais transparência, velocidade, confiança e segurança aos pagamentos.

Contudo, a tecnologia ainda está em desenvolvimento, sendo que precisa de um avanço substancial para que possa ganhar a confiança dos reguladores e  desempenhar um papel maior nos pagamentos.

O fim dos cartões pode estar próximo

Se por um tempo os cartões de crédito foram a disrupção da vez, agora os pagamentos feitos usando celular prometem roubar a cena. Dos 800 milhões de usuários de internet na China, 90% acessam por celulares que respondem também por 36% dos pagamentos de transações no varejo.

O país registrou o chamado efeito leapfrogg, ou o salto de uma tecnologia para outra muito mais avançada. Ou seja, do uso do cartão para pagamentos no varejo os consumidores avançaram direto para o uso do celular como dispositivo para os pagamentos móveis.

Outra modalidade disruptiva é a quitação de valores usando plataforma como o Alipay, uma carteira virtual do Aliexpress. Ela permite que o usuário deposite qualquer valor, em dólares, na sua conta pagando por boleto. É como se ele estivesse fazendo uma poupança no Aliexpress: o valor depositado permanece na carteira virtual para que o cliente use no pagamento de qualquer compra na plataforma. 

O próximo passo: pagamentos com biometria e microchip 

Com o avanço da Internet das Coisas (IoT) e de outras tecnologias disruptivas, os fatos indicam que a transformação dos pagamentos vá muito além do que muitos consultores e leigos podem prever.

Na China, com a utilização da biometria, o pagamento por reconhecimento facial ou da íris já está sendo usado experimentalmente.

Já na Suécia, mais de 4 mil cidadãos concordaram em implantar um microchip para acessar serviços públicos, escritórios ou pagar compras com um aceno, como divulgou o Financial Post. Lá também, seis grandes bancos do país criaram o Swish, um aplicativo, antes dedicado a transferências bancárias, e hoje usado também para pagamentos, desonerando os clientes das taxas dos cartões de crédito.

O futuro dos pagamentos está em jogo e muitas disrupções estão por vir. Juntos, bancos, fintechs e clientes interagem e colaboram para impulsionar a jornada de digitalização dos serviços financeiros

Para tornar essa integração possível, o desenvolvimento de soluções inovadoras, centradas no cliente,  é fundamental. A boa notícia é que o uso de algumas ferramentas pode ajudar. 

As APIs (Interfaces de Programação de Aplicativos), por exemplo, ajudam os clientes a se conectarem e se integrarem aos produtos e serviços dos bancos de uma maneira muito mais eficiente e simplificada. 

Já para os bancos e fintechs prover serviços financeiros usando APIs otimiza muito os processos e entregas. Afinal, elas facilitam a integração de sistemas e a comunicação entre eles, agindo como interfaces interoperáveis ​​e sem interrupções.

O marketplace da GR1D reúne as melhores APIs do mercado em uma única plataforma digital. Nela, as instituições financeiras podem escolher as soluções que melhor atendem às demandas disruptivas dos seus projetos. 

Certamente, a inovação em pagamentos ganhará muito mais velocidade com o uso das APIs certas, permitindo que as empresas mantenham o foco na qualidade dos serviços financeiros e na experiência do cliente

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