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Unicórnio em pagamentos on-line: Stripe revoluciona varejo digital

Hoje, menos de 8% do comércio global acontece on-line. É o que afirma a Stripe, empresa unicórnio que atua na transformação digital de pagamentos on-line. Avaliada em mais de US$ 35 bilhões, a companhia aproveitou a oportunidade de crescimento do varejo digital para fazer seu nome no mercado.

Aceitar pagamentos on-line é uma tarefa cheia de desafios. Exige configuração de contas, alinhamento com taxas mais elevadas, compliance com os padrões de atuação, entre outros cuidados. A Stripe atua justamente para descomplicar esse contexto, o que a fez ganhar tanto espaço no mercado americano.

Neste artigo, vamos entender o trabalho desse unicórnio tecnológico e como a empresa tem agido para revolucionar o varejo digital. Continue a leitura!

Conheça a Stripe

Criada em 2010 pelos irmãos Patrick e John Collison, a Stripe surgiu para conectar negócios digitais com processadores de pagamento, facilitando a aceitação das transações on-line. Eles perceberam como era difícil fazer cobranças no meio digital e aproveitaram a oportunidade.

Hoje, a Stripe tem em seu quadro de membros especialistas com experiência em várias empresas veteranas, como a Amazon, Skype e Google Cloud. Esse conhecimento facilita a conquista de mercado e, consequentemente, ajuda no crescimento da empresa.

Atualmente, são 14 escritórios em todo o mundo, com hubs em São Francisco, Seattle, Dublin e Singapura. Os engenheiros da rede de talentos contam com a vantagem do trabalho remoto, o que facilita as entregas das atividades. Tudo isso faz parte da estratégia de internacionalização da marca.

Quais são as estratégias de negócio?

Para ajudar a viabilizar o varejo digital, a Stripe desenvolve uma suíte de APIs que permite aos desenvolvedores incluir os pagamentos on-line nas plataformas. Algumas funções exploradas são aceitação e processamento, acordos e reconciliações.

Além disso, a empresa também oferece recursos para ferramentas analíticas internas, bem como soluções próprias para desenvolvedores que constroem sites e aplicações com base nos produtos Stripe.

Na última década, a Stripe conseguiu alavancar seus serviços além do processamento de pagamentos, seguindo para transações de marketplace mais complexas, opções facilitadoras do comércio on-line, impulsionamento de crescimento dos clientes e expansão do funil de negócios na internet.

Isso contribuiu para o crescimento de valor da marca, que atualmente trabalha com empresas de mais de 120 países. A estratégia de mercado para o varejo digital leva em conta o público-alvo, a consistência das taxas cobradas, além de ter uma abordagem cuidadosa no levantamento de fundos.

Foco nos desenvolvedores

Com um pensamento visionário, a Stripe apostou em uma abordagem focada nos desenvolvedores. Os irmãos Collison enxergaram o poder desse nicho no futuro como influenciadores dos processos de vendas e transformação digital nas empresas e, com isso, buscaram formas de oferecer vantagens a esse público.

Foi assim que criaram uma integração simples com apenas algumas linhas de código para incluir pagamentos on-line nos sistemas dos clientes. Com a tecnologia PayFac, as empresas conseguem eliminar as burocracias de configurar contas e pagamentos por cartão de crédito.

Taxas de serviço

As taxas são responsáveis pela renda da Stripe, então a empresa estabeleceu critérios sólidos de cobrança desde o começo. Os valores são baseados no volume de pagamentos e conjunto de serviços adquiridos pelos clientes, com índice de 2,9% +30¢ por transação de pagamento bem-sucedida. Os demais serviços têm custos adicionais.

Relação com investidores

Desde sua fundação, a Stripe buscou uma abordagem mais cautelosa em relação ao levantamento de fundos. As receitas encontraram um equilíbrio desde cedo pelos negócios realizados, dispensando a necessidade de investidores.

A estratégia tem como base analisar as projeções do futuro para tomar decisões. Nesse contexto, os investidores surgiram naturalmente, participando de eventuais rodadas de financiamento. Players importantes do setor de pagamentos foram atraídos, mas a Stripe segue sem planos de abrir seu capital ao público.

Oferta de produtos e as metas da Stripe

A Stripe busca inovar continuamente seu mix de produtos disponível ao varejo digital e ao mercado de forma geral. As linhas de negócio e segmentos de atuação se adéquam a três metas principais, citadas a seguir.

Meta #1: Ativação ampla do comércio on-line

Para esse objetivo, a Stripe foca nas APIs de serviços de pagamento, agregando serviços antifraude e analytics. Embora o foco dos negócios seja a questão dos negócios digitais, a empresa também investiu no Stripe Terminal, que permite transações em lojas. A estratégia teve como mote o fato de que grande parte das transações ainda acontece no mundo físico.

Na prevenção de fraudes, o Stripe Radar utiliza ferramentas de inteligência artificial e machine learning para monitorar as transações em tempo real.

Meta #2: Apoio ao crescimento de parceiros

Para dar suporte aos parceiros, a Stripe cria ferramentas para o varejo digital, possibilitando novos modelos de negócio e ampliando produtos de serviços financeiros.

O Stripe Connect é uma ferramenta que permite empresas e vendedores individuais receberem os pagamentos em marketplaces on-line. Com ela, é possível recarregar uma conta da Stripe e fazer o pagamento no mesmo dia útil. É uma forma de melhorar a experiência do usuário e alcançar novos mercados.

Outros produtos disponíveis aos parceiros são o Stripe Issuing, que permite emitir um cartão virtual, e o Stripe Capital, que disponibiliza empréstimos para pequenas e médias empresas.

Meta #3: Crescimento da economia digital

A estrutura da Stripe visa o alinhamento de seu sucesso com o de seus clientes. Quanto mais consumidores a empresa tem, melhores são as oportunidades de volume de pagamento. Essa premissa facilita a última meta, que é incentivar negócios digitais e simplificar o surgimento de novos players.

Entre os produtos para diminuir as barreiras no universo do varejo digital, estão o Stripe Atlas e o Sigma. O primeiro é um facilitador para a abertura de contas, permitindo enviar a inscrição e a taxa de incorporação da empresa. Após a identificação, envia ao cliente o acesso à plataforma de pagamentos, consultoria tributária e jurídica, cursos, ofertas e uma biblioteca de guias para gerenciamento dos negócios.

Já o Stripe Sigma é uma ferramenta SQL personalizável para realizar análises internas e localizar as informações da empresa de forma rápida. Ele também facilita o compartilhamento das consultas entre as equipes.

Últimas atividades e planos de expansão

Nos últimos anos, a Stripe tem focado bastante nos planos de expansão da marca. Nas iniciativas recentes, continua a dar suporte a desenvolvedores, novas linhas de negócio e ao empreendedorismo na internet.

Em relação aos investimentos, o foco está no mercado privado do varejo digital, atuando com startups desde 2014. Desde 2016, o ritmo acelerou, sendo que 8 dos 14 acordos foram realizados em 2019.

Alguns negócios internacionais envolvem soluções como:

  • Cuenca — aplicativo mexicano de banco e pagamentos mobile;
  • Paystack — plataforma nigeriana de pagamentos digitais;
  • PayMongo — empresa filipina que facilita a aceitação de pagamentos on-line;
  • Rapyd — rede global de pagamentos com fintech-as-service sediada em Londres.

Os planos para o futuro seguem na ideia de expansão para outros países, principalmente. A Stripe inaugurou recentemente uma nova sede na Cidade do México e está com um lançamento beta no Brasil, dando suporte a empresas como o Rappi, EBanx e Nubank.

A América Latina faz parte do foco das estratégias para 2020, mas o sudoeste da Ásia também está nos planos de inovação em produtos. O aumento de volume de pagamentos, bem como a entrada de novos consumidores deve garantir uma alavancagem nos negócios, permitindo expandir o portfólio voltado a produtos financeiros para o varejo digital.

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